Histórias bem sucedidas da Economia Solidaria
Banco Palmas
O Banco de Palmas foi criado pelos moradores do Conjunto Palmeiras em Fortaleza/CE. Em 1973 os moradores deste conjunto foram relocados para a periferia de Fortaleza morando de forma muito humilde, em barracos construídos com lonas, palha, etc. Diante de tamanha dificuldade, passaram a se organizar visando a melhoria de suas próprias condições. Em 1980 iniciaram-se mutirões para a construção de casas, construíram uma sede de taipa e começaram a se reunir em uma Associação. Em 1991 realizaram um seminário chamado “Habitando o inabitável” com um planejamento estratégico para os próximos 10 anos. No final dos anos 90 já haviam conquistado saneamento, água, luz e transporte. O próximo passo foi um projeto de geração de renda para o bairro que continuava muito carente. Criou-se, então, em 1998 o Banco Palmas. Esse banco iniciou com o capital de R$ 2.000,00, pautado numa filosofia de rede solidária: produção x consumo x trabalho e renda. O banco empresta dinheiro para a população produzir e comprar dentro de seu próprio bairro gerando movimentação financeira. Hoje o Banco Palmas oferece os seguintes produtos a seus associados: cartão de crédito, micro-crédito produção, crédito-moradia, palma-fashion e feira.
Cooperminas
A Cooperminas surgiu em 1987 na cidade de Criciúma/SC. Com o processo de falência da CBCA – Cia. Brasileira Carbonífera Araranguá os trabalhadores já há muito sem receber, resolveram reivindicar seus direitos e conseguiram uma reabertura da massa-falida. Tiveram como síndico o próprio Sindicato dos Mineiros de Criciúma. A empresa funcionou 10 anos desta maneira. Depois conseguiram um novo acordo com os antigos proprietários formando então a Cooperminas. Hoje, conquistaram condições de trabalho mais dignas, como melhorias na ventilação e na iluminação. Possuem também, uma cota de carvão com compra garantida pelas usinas termoelétricas, o que lhes permite uma certa estabilidade e segurança.







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