VI Feira Universitária de Economia Solidaria 2011

DISTRIBUIÇÃO FEIRANTES VI FEIRA UNIVERSITÁRIA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA DA UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ

07 A 11 de novembro de 2011-10-10

Campus Barigui

Coordenação- Prof. Marilene Zazula Beatriz




Empreendimento

Responsável

Barraca 01

Grupo Unidos

Cleide Oliveira dos Santos

Luana dos Santos

Barraca 02

Padaria São Sebastião e Mulheres Produzindo Nutrição e Saúde

Irene

Miriam

Barraca 03

Inair Maciel Kozlowski

A mesma

Rede Pinhão

Idair Pereira da Silva

Inês Augusta dos Santos

Barraca 04

Filtrarte

Rosicler Leites

Mariannette Leites

Artecuador Mosaicos

Javier Guerrero Meza

Barraca 05

Estilo e Arte

Cilmara K. Theiss

Zenaide Theiss

Feito à mão Artesanato

Rosane Henning

Barraca 06

Associarte

Carmen Sonia deganello

Barraca 07

Faniquita Art's

Patricia Ramos

Trapo Chique

Vera Lucia Demo

Barraca 08

Nat Arte

Ana Maria de Oliveira

Zilca Maria de Souza de Andrade

Barraca 09

Artesanato Rural de São José dos Pinhais

Neide Marisa Votto e

Teresinha Feltes

Associação de Artesãos e Artistas de São José dos Pinhais

Mariley de Mello Soares

Silmara da Costa

Barraca 10

Artesanatos Encantados

Ivone B. França das Neves

7. Mandiarte

Irene Medina

Barraca 11

Arte Feliz

Sandra Regina Carvalho Paes

Pé Quente

Maria Madalena

Maria de Fátima Nogueira

Barraca 12

GPSP

Odete da Cunha Padilha

Arte com Cheiro

Liege Aparecida Nogueira

Barraca 13


Barraca 14

Barraca 15


Convite

HISTÓRIA DA FEIRA UNIVERSITÁRIA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA DA UNIVERSIDADE TUIUTI DO PARANÁ

A Economia Popular Solidária abrange uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de vários tipos de empreendimentos solidários, tais como: cooperativas populares, associações, empresas autogestionárias, redes de cooperação, grupos informais, clubes de trocas, entre outros que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, trocas, comércio justo e consumo solidário, constituindo-se numa resposta da sociedade civil à crise das relações de trabalho, do aumento da exclusão social, grandes mazelas do atual sistema. A feira de Economia Solidária oferece uma oportunidade para a comercialização dos produtos, bem como a troca de saberes.

A idéia da formatação de uma feira universitária iniciou-se pela participação da Professora Orientadora - do estágio curricular obrigatório em Psicologia do Trabalho, disciplina oferecida no último ano de formação do curso de graduação em psicologia, da Universidade Tuiuti do Paraná - no movimento da Economia Solidária do Estado do Paraná, em especial no Fórum Estadual de Economia Solidária. Tal professora observou que uma das grandes dificuldades dos empreendimentos ali participantes era o escoamento da produção, pois por falta de condições financeiras e estruturais, apresentam grandes dificuldades para entrar e se manter no mercado tradicional.

Outra questão apontada foi a falta de formação em Economia Solidária, pois muitos empreendimentos estavam construindo sua história no movimento por meio de ações e práticas políticas e de participação ativa em fóruns e conferências, sem no entanto, passar por uma formação com debate e discussão sobre o tema. Neste sentido, a referida professora teve a idéia de formatar um projeto de feira de economia solidária e apresentá-la à Coordenação do curso de Psicologia, bem como ao Diretor da Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde, além da Pró-reitoria de Promoção Humana. Após os aceites e os devidos apoios formalizados por tais representantes, deu-se inicio a feira universitária de Economia Solidária em maio de 2009 e a partir da segunda edição, tornou-se um evento de Extensão da UTP.

Os objetivos da feira são de oportunizar o escoamento da produção e da prestação de serviços de inúmeros empreendimentos solidários da região metropolitana de Curitiba; Outro objetivo é possibilitar a conscientização da comunidade acadêmica sobre tais práticas econômicas e sociais que privilegiam: o trabalho coletivo, a autogestão, a justiça social e o cuidado com o meio ambiente e a responsabilidade com as gerações futuras.

A Universidade possibilitou a organização e a operacionalização da Feira Universitária de Economia Solidária no espaço da Universidade Tuiuti do Paraná (UTP). O primeiro evento ocorreu durante a semana de comemoração de aniversário da UTP, no período de 25 a 29/05/09. A segunda edição ocorreu em outubro deste mesmo ano. A terceira e a quarta edições também ocorreram nos meses de maio e outubro de 2010, respectivamente. O horário de funcionamento para o público acadêmico e a comunidade em geral é das 9h às 21h. Para participar, o empreendimento deve ser integrante ativo do Fórum Estadual de Economia Solidária. Durante a semana, os empreendimentos são convidados a participar de uma formação em Economia Solidária. Tal situação desenhou-se a partir da 2ª. Edição, onde se percebeu que no turno da tarde havia uma queda de circulação de público pela feira, aproveitando-se para fazer a formação dos mesmos. A Universidade disponibiliza a infraestrutura: espaço, eletricidade, água e segurança, sem ônus para os empreendimentos, além da divulgação na comunidade acadêmica e em seu entorno estimulando o comércio justo e o consumo consciente e ético.

Inscrição V Feira

Baixe aqui sua ficha de inscrição para a V Feira Universitária de Economia Solidária.



Após o preenchimento, envie para nós através do e-mail: economia.solidaria.utp@gmail.com

O que é Economia Solidária?

Economia Solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Sem explorar ninguém, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, sem patrão nem empregado, cada um pensando no bem de todos e no seu próprio bem.

A Economia Solidária é uma prática regida pelos valores de autogestão, democracia, cooperação, solidariedade, respeito à natureza, promoção da dignidade e valorização do trabalho humano, tendo em vista um projeto de desenvolvimento sustentável global e coletivo. Também é entendida como uma estratégia de enfrentamento da exclusão social e da precarização do trabalho, sustentada em formas coletivas, justas e solidarias de geração de trabalho e renda.

Histórias bem sucedidas da Economia Solidaria

Banco Palmas

O Banco de Palmas foi criado pelos moradores do Conjunto Palmeiras em Fortaleza/CE. Em 1973 os moradores deste conjunto foram relocados para a periferia de Fortaleza morando de forma muito humilde, em barracos construídos com lonas, palha, etc. Diante de tamanha dificuldade, passaram a se organizar visando a melhoria de suas próprias condições. Em 1980 iniciaram-se mutirões para a construção de casas, construíram uma sede de taipa e começaram a se reunir em uma Associação. Em 1991 realizaram um seminário chamado “Habitando o inabitável” com um planejamento estratégico para os próximos 10 anos. No final dos anos 90 já haviam conquistado saneamento, água, luz e transporte. O próximo passo foi um projeto de geração de renda para o bairro que continuava muito carente. Criou-se, então, em 1998 o Banco Palmas. Esse banco iniciou com o capital de R$ 2.000,00, pautado numa filosofia de rede solidária: produção x consumo x trabalho e renda. O banco empresta dinheiro para a população produzir e comprar dentro de seu próprio bairro gerando movimentação financeira. Hoje o Banco Palmas oferece os seguintes produtos a seus associados: cartão de crédito, micro-crédito produção, crédito-moradia, palma-fashion e feira.

Cooperminas

A Cooperminas surgiu em 1987 na cidade de Criciúma/SC. Com o processo de falência da CBCA – Cia. Brasileira Carbonífera Araranguá os trabalhadores já há muito sem receber, resolveram reivindicar seus direitos e conseguiram uma reabertura da massa-falida. Tiveram como síndico o próprio Sindicato dos Mineiros de Criciúma. A empresa funcionou 10 anos desta maneira. Depois conseguiram um novo acordo com os antigos proprietários formando então a Cooperminas. Hoje, conquistaram condições de trabalho mais dignas, como melhorias na ventilação e na iluminação. Possuem também, uma cota de carvão com compra garantida pelas usinas termoelétricas, o que lhes permite uma certa estabilidade e segurança.